Descubra Vaduz, a charmosa capital do Liechtenstein, com seu castelo imponente, museus e paisagens alpinas em uma viagem inesquecível. Uma viagem prática e encantadora, com fácil acesso a partir da Suíça.
Uma pequena capital que combina história, cultura e cenários de tirar o fôlego e proximidade com grandes destinos europeus.
Liechtenstein é conhecido por sua qualidade de vida, segurança e paisagens deslumbrantes, sendo um destino perfeito para quem busca experiências autênticas fora do roteiro tradicional. Vaduz é a charmosa capital do Liechtenstein, um dos menores países da Europa, situado entre a Suíça e a Áustria. Apesar de seu tamanho compacto, o principado surpreende pela beleza dos Alpes que o cercam e pela atmosfera tranquila e acolhedora.
O Castelo de Vaduz, residência oficial da família real, domina a paisagem e oferece vistas incríveis dos Alpes. Explorar Vaduz é mergulhar em um cenário único: ruas charmosas, arte contemporânea, história medieval e montanhas que parecem moldar cada detalhe da paisagem. É um destino que surpreende justamente por sua simplicidade e autenticidade.
Como Vaduz ficava um pouco mais distante de Basel/Riehen, onde estávamos hospedados, decidimos passar uma noite na capital do Liechtenstein. (Se quiser saber mais sobre o roteiro por Basel, clique aqui). Saímos pela manhã de Basel e seguimos de trem até Sargans; de lá, pegamos um ônibus direto para Vaduz. A viagem levou cerca de 2h25 no total — a opção mais rápida de transporte público.






Descemos na parada Vaduz, Post, já encantados com a paisagem pelo caminho entre a Suíça e o pequeno principado. A parada fica exatamente no centro da cidade, o que facilitou muito: tudo acontece por ali.
Escolhemos um restaurante para almoçar e pedimos um clássico Wiener Schnitzel acompanhado da cerveja local. A cerveja, produzida pela Liechtensteiner Brauhaus, é artesanal e considerada um verdadeiro orgulho nacional. Apesar de pequena, a cervejaria já conquistou prêmios e é muito valorizada pelos moradores.
A sede da Brauhaus fica em Schaan, cidade vizinha a Vaduz. A história dela é especial: após a Primeira Guerra Mundial, a última cervejaria familiar do país fechou em 1917, e por quase 90 anos não houve produção de cerveja em Liechtenstein. Só em 2007, com a fundação da Brauhaus, essa tradição foi retomada — trazendo de volta estilos clássicos e também criações modernas e premiadas.
Eu não visitei a sede, mas se você tiver tempo extra, pode ser uma experiência interessante incluir Schaan no roteiro e conhecer de perto o processo de produção e provar outros rótulos.






Saindo dali, aproveitamos para esticar um pouco as pernas e caminhar até a Hofkellerei des Fürsten von Liechtenstein, a vinícola da família principesca com sede em Vaduz. Ela representa séculos de tradição vitivinícola no país e é conhecida pela produção de vinhos de alta qualidade, especialmente Pinot Noir e Riesling.
A vinícola está cercada por belos vinhedos no vale do Reno alpino e conta com o Restaurante Torkel, um espaço gastronômico sofisticado que oferece menus harmonizados com os vinhos da casa. Também é possível participar de degustações e conhecer de perto diferentes rótulos, vivenciando a cultura local. Como chegamos cedo para a degustação, tivemos tempo de apreciar a vista dos vinhedos, experimentar alguns produtos oferecidos pela vinícola, como azeite e mel, registrar muitas fotos e observar com calma todos os rótulos disponíveis.
Na hora da degustação, nossa turma estava animada: havia um grupo de mulheres em despedida de solteira e alguns visitantes avulsos. A experiência na Hofkellerei des Fürsten von Liechtenstein começou com uma recepção especial, servindo espumante, seguida pela prova de seis rótulos da vinícola e uma visita à adega.
O Liesecco, um dos rótulos mais conhecidos da casa, servido como vinho de boas-vindas. Leve, fresco e elegante, ele é perfeito para abrir a degustação. O que achei mais interessante foi o nome: uma brincadeira com o famoso Prosecco italiano, que tem denominação de origem. Assim, criaram o “Lie-secco” — unindo Liechtenstein + secco — como uma forma criativa de dar identidade própria ao espumante do principado.
A senhora que nos atendeu perguntou de onde éramos. Quando respondi que éramos do Brasil, ela imediatamente quis saber se éramos do sul e se falávamos alemão. Fiquei surpresa com a pergunta e, na minha cabeça, surgiram várias dúvidas: será que muitos brasileiros do sul vêm até aqui? Como ela sabia que algumas pessoas dessa região falam alemão? Como essas informações chegam a um principado tão pequeno?
Logo o mistério foi desfeito: ela contou que havia morado em Curitiba por dois anos. Explicado! Embora não falasse português, compreendia quase tudo o que dizíamos e foi extremamente gentil e atenciosa conosco.
Continuando a experiência, a degustação aconteceu em uma sala muito aconchegante, iluminada por meia-luz, com um jogo americano trazendo um mapa que mostrava a origem dos vinhedos em Liechtenstein e na Áustria. Foi ali que aprendi mais uma forma de brindar: “Zum Wohl!”, que significa literalmente “pela saúde” — a maneira mais comum e elegante de celebrar no principado. Esse detalhe me encantou, pois acrescentou ainda mais autenticidade ao momento.
Cada taça revelava uma faceta diferente: ora leve e descontraída, ora intensa e complexa. No conjunto, a degustação transmitia a sensação de estar em sintonia com a tradição vitivinícola e com o espírito do lugar, onde modernidade e herança se encontram em cada gole.
No fim, percebi que não se tratava apenas de provar seis rótulos, mas de sentir como o território e a cultura do principado se traduzem em sabor. Foi uma verdadeira viagem sensorial, em que cada gole carregava um pedaço da identidade de Liechtenstein. Saímos de lá com a felicidade estampada no rosto, como quem leva consigo não apenas lembranças, mas também um pouco da alma do lugar.















Com os sabores ainda na memória, fomos fazer o self check-in no hotel — uma facilidade maravilhosa. Nosso quarto tinha vista privilegiada para o Castelo de Vaduz, erguido no alto da colina, impondo sua presença sobre a cidade.
Depois de um breve descanso, seguimos para explorar a rua de pedestres Städtle, onde se concentram praticamente todas as atrações. Passeamos pela Rathaus, a prefeitura de Vaduz, admiramos as esculturas Ter Cavalli (“três cavalos”), e visitamos pontos culturais como o Kunstmuseum Liechtenstein, o Liechtenstein Postal Museum e o Liechtenstein Center. Pelo caminho, muitas lojinhas de souvenirs, restaurantes acolhedores e irresistíveis chocolaterias.









Ainda faltava conhecer a atração principal da cidade: o Castelo de Vaduz. Lembram que comentei acima que ele ficava no alto da colina? Pois bem, preparem-se para uma subida digna de exercício de cardio. À medida que avançávamos pela trilha, o sol começava a se pôr e Vaduz ganhava uma atmosfera especial, tingida de luz dourada e tons alaranjados. Pelo caminho, cruzamos com alguns corredores determinados, e cada mirante oferecia uma vista que recompensava o esforço da subida.
Lá de cima, era possível perceber como o ritmo da cidade diminuía, transmitindo a sensação de estar em um lugar pequeno, mas cheio de vida, onde cada detalhe convidava a permanecer mais um pouco.
No ponto mais alto da trilha, finalmente diante do castelo, veio a mistura de imponência e decepção. A residência oficial do príncipe não é aberta ao público — eu já sabia disso — mas imaginava que, como em tantos outros castelos, seria possível ao menos circular pelos arredores ou visitar os jardins. Em Vaduz, no entanto, só se pode ver os fundos da construção. Tampouco há um mirante com vista privilegiada dali. O que realmente vale é o percurso: a caminhada, os ângulos da cidade ao entardecer e a paisagem que se revela ao longo da trilha.
Como ainda estávamos dispostos, retornamos à rua de pedestres Städtle e passamos por alguns dos principais prédios do governo de Liechtenstein, reunidos no chamado Government Quarter (Bairro Governamental), junto à Peter-Kaiser-Platz. Entre os edifícios centrais estão o Regierungsgebäude (Edifício do Governo), o Landtagsgebäude (Edifício do Parlamento) e o Liechtensteinisches Landesarchiv (Arquivo Nacional). Ao final da rua, ergue-se a imponente Kathedrale St. Florin, também conhecida como Dompfarramt. No momento em que nos aproximávamos, os sinos começaram a tocar, espalhando seu som grave e solene por toda a cidade. Entramos por alguns instantes e, em silêncio, fizemos nosso agradecimento.
Seguindo por algumas ruelas encantadoras, com riachos e natureza em meio às casas típicas e modernas, chegamos até a Alte Rheinbrücke (ponte de fronteira). Embora um pouco afastada do centro, o caminho até lá foi surpreendente. A Alte Rheinbrücke é uma ponte histórica de madeira coberta, construída em 1901, que conecta Vaduz (Liechtenstein) a Sevelen (Suíça). Hoje, é exclusiva para pedestres e ciclistas e é considerada um dos marcos mais emblemáticos do país.













Depois de toda a caminhada, voltamos ao centro para um jantar agradável em um dos restaurantes da Städtle. As luzes da cidade já começavam a se acender, refletindo nos vitrais e esculturas, e Vaduz ganhava um charme especial à noite. Após a refeição, seguimos para o hotel, prontos para descansar e recarregar as energias para o dia seguinte.









Após uma noite revigorante e um excelente café da manhã no hotel, saímos caminhando até o estádio de futebol da cidade, apenas para conhecer de perto a estrutura local. De lá, seguimos a pé em direção à Rotes Haus, aproveitando cada detalhe do trajeto. A caminhada foi maravilhosa: ruas tranquilas, riachos que atravessam o bairro e vinhedos que emolduram as casas típicas e modernas de Mitteldorf, um verdadeiro cenário de filme. E, como em quase todos os cantos de Vaduz, bastava levantar os olhos para ver o Castelo de Vaduz imponente no alto da colina, sempre presente e encantador.
A Rotes Haus (Red House) é um dos marcos históricos mais icônicos de Vaduz. Construída em 1338, está localizada nesse bairro encantador, cercada por vinhedos, e chama atenção pela fachada vermelha vibrante e pela torre residencial de pedra. Embora seja propriedade privada e não esteja aberta ao público, tornou-se um dos pontos turísticos mais fotografados e admirados da cidade.
Durante essa caminhada, passamos também pela Universidade de Liechtenstein (Universität Liechtenstein), uma instituição moderna e reconhecida internacionalmente, especialmente nas áreas de arquitetura, negócios e finanças. O campus, situado em Vaduz, contrasta com os prédios históricos ao redor, mostrando como a cidade consegue unir tradição e inovação em um mesmo cenário. Foi nossa última atração do roteiro, antes de encerrar o passeio com um almoço descontraído no McDonald’s.














Agora era só aguardar o horário do retorno para a Suíça. Voltamos ao calçadão principal, a Städtle, onde a atmosfera tranquila convidava a desacelerar. Enquanto meu marido se acomodou em um banco para ler serenamente, eu aproveitei para explorar cada lojinha de souvenirs, deixando-me levar pelas cores e lembranças que guardavam a essência do lugar. Encerrar o passeio em Liechtenstein dessa maneira — entre livros, descobertas e memórias — foi o desfecho perfeito para nossa jornada pelo principado.
Até breve. Gi

top spot
A degustação na vinícola Hofkellerei des Fürsten von Liechtenstein foi, sem dúvida, a minha favorita. A elegância do ambiente e a qualidade dos vinhos me impressionaram profundamente, especialmente os tintos, que revelaram sabores marcantes e sofisticados. Para minha surpresa, também experimentamos o whisky produzido por eles — intenso e muito saboroso. Gostamos tanto que meu marido fez questão de levar uma garrafa para casa. E, para completar a experiência, descobri uma lojinha chamada Hoi Liechtenstein Souvenir Botique, que me encantou particularmente. Cada detalhe parecia pensado para conquistar os visitantes, e confesso que dava vontade de levar tudo o que havia ali.

feelings
Fiquei com a sensação de que, se tivesse feito apenas um bate e volta, já teria sido suficiente. Acabei estendendo o roteiro, incluindo outras visitas, e no fim passamos um bom tempo apenas esperando o horário do trem de volta para a Suíça.

info
Fiz essa viagem em abril de 2026. Saí da estação central de Basel e fui de trem até Sargans; de lá, pegamos um ônibus de linha regular até Vaduz, em Liechtenstein. Passei uma noite hospedada na cidade, o que tornou a experiência ainda mais completa. Normalmente, os hotéis oferecem gratuitamente o cartão de transporte público do país, que facilita bastante a locomoção. Vale a pena confirmar essa vantagem diretamente com a hospedagem escolhida.

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