Descubra Basel, cidade às margens do Reno que conecta Suíça, França e Alemanha, repleta de museus, arquitetura impressionante e fácil acesso a destinos vizinhos.
Um destino cosmopolita que mistura tradição suíça com a energia vibrante de uma cidade fronteiriça.
Descubra Suíça: Paisagens que se revelam como Pinturas. Uma Viagem desenhada em Emoções. Um país de paisagens deslumbrantes, cidades encantadoras, tradição cultural e gastronomia única. Uma viagem desenhada em emoções, onde cada cenário revela beleza e poesia.
Deixei Luxemburgo, com a mala recheada de lembranças e a cabeça cheia daquele silêncio bom que só existe antes de uma viagem começar de verdade. Quando o trem ganhou velocidade, senti como se cada quilômetro fosse abrindo espaço dentro de mim. Pelas janelas, as paisagens iam trocando de roupa: campos verdes, vilarejos tranquilos, montanhas que surgiam aos poucos, como quem não quer assustar. Atravessar fronteiras por terra tem outro ritmo — não há pressa, não há ruptura, só uma transição suave que faz a gente perceber que está chegando antes mesmo de chegar. Foi assim que entrei na Suíça: devagar, observando, deixando que o país me recebesse primeiro pelos olhos, depois pelo coração. Este diário começa nesse movimento — entre trilhos, pensamentos e a promessa de dias que eu ainda nem imaginava.
Chegamos em Riehen, uma comuna de Basel, já na parte da tarde. O sol dourava as fachadas e parecia nos dar boas-vindas a esse lugar encantador. O Airbnb em que nos hospedamos revelou-se uma joia rara — talvez um dos melhores em que já fiquei, acolhedor e impecável.








Depois de nos instalarmos, partimos para explorar os arredores. Caminhamos pela Dorfplatz, a charmosa Praça da Vila, onde o tempo parecia correr mais devagar. Visitamos a igreja Dorfkirche St. Martin, silenciosa e imponente, guardiã de séculos de história. Em seguida, seguimos até a Fondation Beyeler, um museu de arte rodeado por um jardim belíssimo, que nos envolveu com sua atmosfera única.
Para coroar a noite, escolhemos a cervejaria Zur grünen Amsel. A cervejaria é um tesouro escondido em Riehen: um lugar pequeno, acolhedor e autêntico, perfeito para quem aprecia cervejas artesanais únicas e quer vivenciar um pedaço da cultura local. Entre risadas, boa comida e o sabor marcante das cervejas locais, a sensação era de que Riehen havia nos conquistado por completo.






No dia seguinte, seguimos para um bate e volta até Berna, a capital da Suíça, onde aproveitamos para reencontrar nossos parentes. Clique aqui para conferir o roteiro completo.
Depois de explorar Berna, seguimos viagem para uma experiência diferente: em vez de apenas um bate e volta, fomos até Vaduz, em Liechtenstein, e ficamos uma noite para aproveitar melhor o destino. O roteiro dessa experiência está detalhado aqui.
Logo pela manhã, já em Riehen, considerando que o local ficava um pouco mais distante do centro de Basel, resolvemos ir até o Dreiländereck. Esse monumento marca a tríplice fronteira onde se encontram França, Alemanha e Suíça. Ao fundo, é possível avistar a elegante Passerelle des Trois Pays, a Ponte dos Três Países. O ambiente é muito tranquilo e agradável para passear. Aproveitamos para almoçar em um restaurante ali pertinho: a comida estava deliciosa e o espaço super charmoso, com seu chão de areia que lembrava uma praia.



De volta à parte histórica de Basel, seguimos até a Barfüsserplatz. Dali, encontramos a moderna e curiosa Fonte Tinguely Brunnen, construída com peças de um antigo teatro, que se movimentam em um espetáculo artístico único. A fonte fica em frente ao imponente Museu das Belas Artes (Fine Arts Museum), um edifício lindíssimo e contemporâneo, que contrasta de forma fascinante com o charme histórico da cidade.
Saindo dali, fomos caminhar tranquilamente pela região da Altstadt Grossbasel (Cidade Velha), uma das áreas mais históricas e charmosas de Basel. A rua Heuberg, estreita e pitoresca, é cercada por edifícios medievais e renascentistas, conectando pontos culturais importantes e oferecendo uma atmosfera típica da Basileia antiga. No percurso, passamos pela Leonhardskirche, uma igreja medieval em estilo gótico que marca a paisagem da parte alta da cidade. Logo ao lado está o Lohnhof, antigo complexo monástico que hoje abriga o Museu da Música, com uma coleção fascinante de instrumentos históricos.
Seguindo pela própria Heuberg, encontramos a Gemsberg Fountain, uma das fontes históricas que embelezam a Cidade Velha. Caminhamos também pelas vielas Pfeffergässlein e Imbergässlein, pequenas ruas medievais que preservam o charme autêntico da Basel antiga. Foi um roteiro perfeito para ser feito a pé, revelando o lado mais tranquilo e histórico da cidade, longe das áreas mais movimentadas.






A parada para o café foi na Beschle, que é muito mais do que uma confeitaria: é uma verdadeira instituição de Basel. Localizada próxima à Marktplatz (praça do mercado), a Beschle é uma das casas mais tradicionais da cidade. Fundada em 1898, conquistou reconhecimento por suas criações de confeitaria e chocolateria de alta qualidade. É um ponto imperdível para quem deseja unir turismo cultural com gastronomia suíça e experimentar doces artesanais que carregam mais de um século de tradição.
Quase ao lado, encontrei a loja da Läckerli Huus — a fabricante original do famoso Basler Läckerli. Esse biscoito tradicional, muitas vezes associado ao período natalino, é uma verdadeira especialidade de Basel. Feito com mel, amêndoas, frutas cristalizadas e especiarias, o Basler Läckerli carrega séculos de tradição e é considerado um símbolo da cidade. Não é barato, mas vale a pena provar.
Seguindo o passeio, chegamos à Marktplatz, a Praça do Mercado, coração pulsante da Cidade Velha de Basel. É um espaço vibrante, cercado por edifícios históricos e cafés, onde a vida urbana se mistura com a tradição. Ali acontecem feiras e eventos locais, tornando o ambiente ainda mais autêntico e acolhedor.
No centro da praça, destaca-se o imponente Rathaus, a Prefeitura de Basel. Construído no início do século XVI, o edifício chama atenção pela sua fachada vermelha ornamentada com afrescos e detalhes renascentistas. A torre do relógio e os brasões pintados completam o cenário, transformando o Rathaus em um dos símbolos mais marcantes da cidade. Caminhar por ali é como mergulhar na história, já que o prédio continua sendo sede do governo local e mantém viva a tradição política e cultural de Basel.






Encerrando o percurso, seguimos até a Mittlere Brücke, a Ponte do Meio, que atravessa o rio Reno e conecta a Cidade Velha à parte moderna de Basel. Inaugurada em 1226, é uma das pontes mais antigas sobre o Reno e conecta a Cidade Velha à parte moderna de Basel. No meio da ponte encontra-se o Käppelijoch, uma pequena capela que é réplica da original medieval. Antigamente, esse espaço tinha funções de portagem e até de justiça, e hoje é um ponto histórico que oferece uma vista privilegiada do rio. Além de sua relevância cultural, a ponte é um dos locais mais fotogênicos da cidade, especialmente ao pôr do sol.



Como os dias escureciam tarde, após o jantar aproveitamos para caminhar pelas redondezas da nossa hospedagem em Riehen. Só tenho a agradecer por ter escolhido ficar ali: um lugar acolhedor, tranquilo e ao mesmo tempo deslumbrante, com ruas silenciosas, jardins bem cuidados e aquela atmosfera típica das pequenas localidades suíças que convidam a desacelerar e apreciar cada detalhe.






Em nossa programação seguinte, partimos para um bate e volta até Lucerna, a charmosa capital histórica da Suíça. Foi um dia especial de descobertas, e você pode conferir todos os detalhes do roteiro neste link.
Nosso último dia em Basel foi livre, sem roteiro definido — é aquele dia que costumo deixar para visitar lojinhas ou voltar a algum lugar que gostamos muito. Tomamos o café da manhã com calma e saímos dispostos, no caso eu, com a missão de ir até a loja de departamentos mais conhecida da Suíça, a Manor. Eu queria muito comprar uma raclette, aquela pequena pá para grelhar o queijo, e como não encontrei em nenhum mercado durante a viagem, sabia que lá teria.
Antes de alcançar meu “objetivo final” — a Manor — precisei passar por algumas fases dignas de videogame. Descemos na praça Claraplatz e logo apareceu o primeiro desafio: a Müller, onde eu queria conferir alguns cosméticos. Missão cumprida, seguimos adiante.
O segundo obstáculo foi ainda maior: o Migros, um verdadeiro labirinto com setores em vários andares e, para complicar, uma praça de alimentação irresistível. Resultado? Acabamos almoçando ali antes de prosseguir. Só depois de vencer essas etapas conseguimos finalmente chegar à Manor, o “chefão” da missão. Lá encontrei vários modelos de utensílios para preparar raclette e garanti minha pequena pá — os mini raclette pans — que já estavam escolhidos na minha cabeça desde o Brasil. O queijo, claro, comprei no mercado, como se fosse o bônus final da aventura.



Por fim, retornamos a Riehen e aproveitamos nossa última noite na Suíça descansando na nossa “casinha temporária”, conversando sobre tudo o que vivemos e experienciamos, enquanto arrumávamos as malas para o retorno ao Brasil. No dia seguinte, pegamos um trem direto de Basel até Zurique para embarcar no voo de volta. Ainda tivemos tempo de apreciar, mais uma vez, a belíssima paisagem vista da janela do trem — um último presente antes da despedida.
Até breve. Gi

top spot
Tudo na Suíça eu acho simplesmente maravilhoso, afinal continua sendo o meu país favorito (minha opinião, claro — cada um com a sua). Hospedar-me em Riehen deixou a viagem ainda mais especial: além da vila ser linda, o lugar onde ficamos era tão agradável que tudo ganhou um charme a mais. Eu realmente me senti em casa. Foi, sem dúvida, o Airbnb mais bem equipado em que já me hospedei — limpo, amplo, aconchegante e, como já comentei, super completo. A vila ficava a cerca de 20 minutos de tram do centro de Basel, mas cada minuto valeu a pena.

feelings
Eu adorei ter ficado em Basel/Riehen — foi uma escolha estratégica, já que ficava perto dos outros destinos que eu queria visitar e, além disso, a cidade era tão linda quanto as demais, mas um pouco mais em conta. Essa foi a minha segunda vez na Suíça e, a cada viagem, me apaixono ainda mais pelo país. É difícil colocar em palavras o conjunto de coisas que me faz gostar tanto da Suíça. Costumo dizer que é como a experiência da Disney: só quem vai entende de verdade o que é estar lá. E eu já estou animada para voltar, desta vez com um roteiro dedicado apenas aos Alpes.

info
Fiz essa viagem em abril de 2026. Fiquei hospedada na comuna de Basel, em Riehen, por sete noites e usei a cidade como base para explorar outros destinos. Recebi o Basel Card na hospedagem, o que facilitou bastante os deslocamentos. A partir daqui, fiz bate e volta até Berna e Lucerna, e também segui viagem até Liechtenstein, onde fiquei por uma noite para aproveitar melhor o país.
Tanto a Migros quanto a Manor oferecem praças de alimentação práticas e acessíveis, ideais para quem está passeando ou aproveitando um dia de compras. O sistema é simples: há opções de comida a quilo, acompanhamentos variados e carnes grelhadas servidas por um preço fixo. É uma forma de experimentar pratos rápidos, saborosos e econômicos, sem perder tempo. Na Manor, além das refeições, muitas vezes há seções de confeitaria e padaria, com doces e pães frescos que complementam a experiência. É uma boa maneira de economizar um pouco nas refeições durante a viagem.
Como pesquisei bastante por curiosidade, deixo aqui uma informação: raclette é um queijo suíço semiduro, tradicionalmente produzido na região de Valais. O prato raclette consiste em derreter esse queijo e servi-lo sobre batatas, pães, embutidos e vegetais. É uma refeição social, semelhante ao fondue, em que cada pessoa prepara sua porção. Tradicionalmente, o queijo era aquecido próximo ao fogo e raspado sobre os acompanhamentos — daí o nome raclette, que vem do verbo francês racler (“raspar”). Hoje, o termo também designa o aparelho ou utensílio usado para derreter o queijo, que pode ser uma racleteira elétrica ou pequenas panelas individuais (mini raclette pans) aquecidas por vela ou resistência elétrica.

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